sexta-feira,
16 de janeiro de 2026

Governo esclarece fake news sobre impostos para MEI em 2026

Governo esclarece fake news sobre a reforma tributária e explica o que muda — e o que não muda — para o MEI, autônomos e motoristas de aplicativo

O governo federal divulgou um comunicado oficial para enfrentar a circulação de fake news relacionadas à reforma tributária. 

O objetivo é esclarecer dúvidas e corrigir informações falsas que têm gerado insegurança entre trabalhadores autônomos e microempreendedores.

O texto reúne os principais boatos divulgados nas redes sociais e apresenta o que, de fato, muda e o que permanece igual.

Nada muda para o microempreendedor individual

Uma das informações falsas mais compartilhadas afirma que prestadores de serviços, como pedreiros, jardineiros e pintores, teriam que se formalizar, emitir nota fiscal e pagar impostos a partir de janeiro de 2026.

Segundo o governo, essa informação não procede. Para o microempreendedor individual (MEI), não há mudanças nas regras atuais. Quem já atua como MEI continua seguindo exatamente o mesmo modelo de tributação.

Reforma cria a figura do empreendedor

A reforma tributária introduz o conceito de nanoempreendedor. Essa categoria inclui pessoas com faturamento anual de até metade do limite do MEI, atualmente fixado em R$ 81 mil.

Esses trabalhadores, desde que não estejam formalizados como MEI, não serão considerados contribuintes. Também não haverá obrigação de abertura de empresa nem pagamento de IBS ou CBS.

Motoristas e entregadores por aplicativo

Outro boato aponta que motoristas de aplicativo passariam a pagar uma carga tributária de 26,5% a partir de 2026. O governo afirma que essa informação é falsa.

Quem atua como motorista ou entregador por aplicativo e está enquadrado no Simples Nacional ou como MEI segue sujeito às regras desses regimes, conforme a LC 214/2025.

A reforma também classifica como nanoempreendedores os motoristas e entregadores por aplicativo com faturamento de até o dobro do limite do MEI. Nesses casos, não há exigência de formalização nem cobrança de IBS ou CBS.

O que muda para locadores e locatários

Para quem aluga imóveis, não há alteração de procedimentos para os locatários. A obrigação de emitir nota fiscal permanece apenas para o locador que seja pessoa jurídica ou pessoa física com mais de três imóveis alugados e renda anual superior a R$ 240 mil com aluguéis.

As imobiliárias continuam podendo emitir os documentos fiscais em nome do locador.

Ano de testes em 2026

Em 2026, considerado o ano de testes da reforma, não haverá recolhimento de IBS e CBS. Nesse período, será exigida apenas a emissão dos documentos fiscais no novo padrão, com os campos desses tributos funcionando apenas de forma informativa.

Assim, locatários não terão qualquer cobrança relacionada a esses impostos em 2026.

Para evitar cair em fake news, o governo orienta que a população busque sempre informações em canais oficiais e acompanhe os esclarecimentos sobre a reforma tributária.

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Aécio de Paula
Aécio de Paula
Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e pós-graduado em Direitos Humanos pela mesma instituição. Atua na produção, edição e apuração de conteúdos sobre política, economia, sociedade e cultura, com experiência em redações e portais de notícia.

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