terça-feira,
28 de abril de 2026

Quer pagar menos imposto? Saiba como destinar 6% do seu IR para causas sociais

Contribuintes podem abater valor do imposto devido ou aumentar a restituição ao direcionar recursos para fundos de proteção

Na declaração do Imposto de Renda 2026, o cidadão pode decidir o destino de parte dos seus tributos por meio do programa de destinação fiscal. A regra permite abater até 6% do imposto devido em prol de projetos sociais, garantindo o repasse sem gastos adicionais ao contribuinte. 

Em um momento de alta na arrecadação federal — que somou R$ 222,1 bilhões em fevereiro —, essa modalidade fortalece a rede de assistência que utiliza esses valores para financiar serviços essenciais de educação e suporte social. 

Vejamos mais detalhes na leitura a seguir.

Quem pode participar e quais os limites

A regra de ouro para quem deseja ajudar é a escolha do modelo de tributação. A destinação de recursos é permitida apenas para os contribuintes que optam pela declaração completa (por deduções legais). 

Quem escolhe o modelo simplificado, com o desconto padrão de 20%, não pode usufruir desse mecanismo.

O limite estabelecido pela legislação é de 6% do imposto devido. O contribuinte tem a liberdade de dividir esse percentual igualmente: 3% para fundos voltados à criança e ao adolescente e outros 3% para fundos de amparo à pessoa idosa. 

É importante reforçar que o valor destinado não é uma despesa extra; é uma parcela do imposto que já seria paga ao governo e que, por escolha do cidadão, é redirecionada para uma causa específica.

Como preencher a doação

O processo de redirecionamento é simples e ocorre nas etapas finais do preenchimento da declaração. No menu lateral do programa da Receita, basta acessar a aba intitulada “Doações Diretamente na Declaração”.

Nesta seção, o contribuinte deve selecionar o tipo de fundo desejado e escolher a esfera de atuação, que pode ser nacional, estadual ou municipal. O próprio sistema calcula automaticamente o valor máximo disponível para a doação com base nos rendimentos e deduções informados.

Para concretizar o repasse, o declarante precisa emitir e pagar um DARF específico para a doação até o prazo final da entrega do Imposto de Renda. O acerto de contas ocorre de duas formas:

  • Se houver imposto a pagar, o valor da doação é subtraído do total devedor.
  • Se houver imposto a restituir, o montante doado é somado ao valor da restituição e devolvido ao contribuinte com a devida correção pela taxa Selic.

Impacto real e segurança jurídica

Apesar de ser um procedimento seguro e previsto em lei, muitos brasileiros ainda deixam de utilizar o benefício por desconhecimento ou receio de cair na malha fina. No entanto, a Receita Federal garante que a destinação não aumenta os riscos de retenção, desde que os valores informados estejam corretos.

Os recursos são fundamentais para a manutenção de centros de acolhimento, tratamentos médicos especializados e iniciativas educativas em todo o país. 

Ao optar pela destinação, o contribuinte deixa de ser um pagador passivo de impostos e passa a atuar como um fiscal direto, escolhendo projetos sociais que impactam positivamente a sua própria comunidade ou o país.

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Ana Lima
Ana Lima
Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.

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