FGTS Futuro: Veja como vai funcionar projeto de Bolsonaro este ano

Projeto foi aprovado ainda no ano passado, mas FGTS Futuro deve funcionar apenas a partir deste ano de 2023. Veja como vai funcionar de fato
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A partir deste ano de 2023, o trabalhador poderá optar por usar parte do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para bancar o financiamento de imóveis. Esta possibilidade já existia antes, mas agora a novidade é que o cidadão poderá usar o dinheiro que ainda não foi utilizado.

O nome do novo projeto é FGTS Futuro, mas também está sendo chamado de FGTS consignado. O cidadão conta com o dinheiro que ainda não foi depositado pelo seu empregador para entrar em um financiamento. Quando a empresa depositar o dinheiro, o saldo vai direto para o financiamento, assim como acontece em um consignado do FGTS, por exemplo.

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Hoje, já existe um processo semelhante, mas com diferenças fundamentais. Pelas regras atuais, o trabalhador pode usar o dinheiro já depositado em sua conta para amortizar a dúvida de um financiamento, ou seja, pagar uma parte do saldo devedor do valor que ele precisa pagar para o banco.

Outra opção que o trabalhador já tem hoje é pegar o dinheiro que ele já tem na conta para reduzir o valor das parcelas do financiamento.

Em nenhuma das possibilidades, o cidadão pode usar um crédito futuro, isto é, um crédito que ele ainda não recebeu. É justamente esta possibilidade de deve mudar no FGTS Futuro. A medida deverá sair do papel dentro de mais alguns meses.

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Serei obrigado a entrar no FGTS Futuro?

Não. Em nenhuma hipótese o cidadão poderá ser obrigado a entrar no sistema de FGTS Futuro ou Consignado. No final das contas, cada trabalhador deve pesar os casos para saber se este procedimento é ou não vantajoso para eles mesmos.

Um dos pontos que deve ser levado em consideração pelo cidadão é que se o trabalhador perder o emprego, a conta do financiamento não será extinta. Assim, ele vai precisar seguir pagando os valores da dívida.

Polêmica

Na última semana, o novo Ministro do Trabalho, Luiz Marinho disse que pretende acabar com o sistema de saque-aniversário do FGTS. De acordo com ele, a decisão ainda não está oficialmente tomada, mas garantiu que vai levar o tema ao Conselho Curador do FGTS.

“Nós vamos rever. O FGTS tem dois objetivos, historicamente. Um deles é estimular um fundo para investimento, que é de habitação. E nós criamos – eu criei, quando ministro do Trabalho – o FI-FGTS, para financiar produção, projetos para gerar empregos e crescimento, para aumentar ainda mais o Fundo e beneficiar os cotistas”, diz Marinho.

A declaração levou a uma série de reações positivas e negativas. De toda forma, sobre o FGTS Futuro, o Ministro ainda não deu nenhuma declaração. Assim, ao menos até aqui não se sabe o que poderá acontecer com estes projetos que foram deixados por Bolsonaro.

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