quarta-feira,
7 de janeiro de 2026

Imposto de Renda 2026: saiba como evitar erros na primeira declaração

Contribuinte deve estar atento ao limite de isenção e à obrigatoriedade de declarar rendimentos de dependentes

O início do período de prestação de contas com o Fisco costuma gerar dúvidas, especialmente para quem declara o Imposto de Renda (IR) pela primeira vez. 

Em 2026, a atenção deve ser redobrada quanto às tabelas de cálculo. Embora novas regras de isenção tenham sido aprovadas em 2025, a declaração atual é baseada nos ganhos do ano-calendário anterior, seguindo as normas vigentes no período de arrecadação.

Para o ajuste deste ano, o limite de isenção está fixado em R$ 2.428,80. Na prática, devido aos descontos simplificados aplicados pela Receita Federal, o benefício da isenção alcança quem recebeu até R$ 3.036,00 mensais (equivalente a dois salários mínimos).

Atenção aos detalhes

Erros no preenchimento de dados básicos, como CPF e data de nascimento de titulares e dependentes, estão entre as principais causas de retenção. 

Além disso, existe o mito de que a ausência de imposto a pagar dispensa o envio do documento. No entanto, a declaração é obrigatória em casos específicos, como a posse de imóveis de alto valor, investimentos em Bolsa de Valores ou recebimento de heranças e dividendos acima do limite estabelecido.

5 Dicas para uma declaração segura

  1. Escolha do modelo ideal

O contribuinte pode optar pelo modelo simplificado ou completo. O sistema da Receita Federal indica, ao final do preenchimento, qual opção é mais vantajosa (maior restituição ou menor imposto a pagar). A declaração completa é indicada para quem possui alto volume de despesas dedutíveis, como gastos com saúde e educação.

  1. Não omitir rendimentos 

Tentar omitir renda é o erro mais comum que leva à malha fina. Devem ser declaradas todas as fontes de renda, incluindo trabalhos temporários, aluguéis recebidos e o faturamento de um segundo emprego. Recomenda-se a organização de planilhas de controle ao longo de todo o ano.

  1. Critérios para dependentes 

Ao incluir cônjuges, filhos ou pais na declaração, é obrigatório informar também os rendimentos deles. Caso o dependente receba pensão ou salário de estágio, esses valores são somados à renda do titular, o que pode, em alguns casos, aumentar a base de cálculo do imposto.

  1. Gastos dedutíveis e comprovantes 

Apenas despesas previstas em lei, como consultas médicas e exames, podem ser deduzidas. Gastos com medicamentos, por exemplo, não são aceitos. É fundamental guardar todos os recibos e notas fiscais por, pelo menos, cinco anos, prazo em que a Receita Federal pode exigir a comprovação dos dados.

  1. Monitoramento pós-envio 

Após a transmissão dos dados, o status da declaração deve ser acompanhado pelo Portal e-CAC. Caso o contribuinte identifique algum erro ou divergência apontada pelo sistema, é possível realizar a retificação dentro do prazo legal para evitar multas e bloqueio do CPF.

Recomendações finais

A transparência com o Fisco é a melhor estratégia para evitar transtornos futuros. O contribuinte que se organiza antecipadamente, reunindo informes de rendimentos e recibos, reduz drasticamente as chances de erros por digitação ou omissão. 

Vale lembrar que a entrega da declaração dentro do prazo evita multas que podem pesar no orçamento, e o acompanhamento preventivo pelo sistema e-CAC permite corrigir falhas antes mesmo de qualquer notificação oficial. 

O cumprimento rigoroso dessas etapas garante que o contribuinte não apenas receba sua restituição mais cedo, mas também mantenha a regularidade de seu CPF.

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Ana Lima
Ana Lima
Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.

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