domingo,
1 de fevereiro de 2026

IR 2026: Isenção de R$ 5 mil em vigor redefine o orçamento das famílias

Com novo limite de R$ 5 mil, regras do IR mudam salários líquidos e rotina fiscal de profissionais e empresas.

O cenário fiscal brasileiro inicia o ano de 2026 sob o impacto de uma das alterações mais profundas na tributação direta das últimas décadas. 

Com o início do novo ano-calendário, passa a vigorar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), elevando o teto para R$ 5.000 mensais. 

A medida, aprovada pelo Congresso Nacional, promete um alívio imediato no bolso de milhões de brasileiros, mas exige cautela e planejamento por parte de contribuintes e setores de Recursos Humanos.

A mudança não é apenas um ajuste inflacionário, mas uma reestruturação que altera a dinâmica de retenção na fonte. Desde o dia 1º de janeiro, quem recebe rendimentos tributáveis de até R$ 5.000 — somando salários, aposentadorias, pensões e aluguéis — deixa de ter o imposto descontado mensalmente no contracheque. 

Na prática, isso representa um aumento no rendimento líquido disponível, injetando fôlego no consumo das famílias de classe média.

Escalonamento da nova regra

O novo desenho tributário estabelece uma transição para quem ganha acima do limite de isenção. Para rendimentos que variam entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00, foi criado um mecanismo de redução progressiva. 

Esse abatimento proporcional impede que um pequeno aumento salarial jogue o contribuinte subitamente em uma alíquota elevada, garantindo que o imposto cresça de forma suave conforme a renda aumenta. 

Já para aqueles que recebem acima de R$ 7.350,00, a tributação segue o rito das alíquotas normais da tabela progressiva, porém agora incidindo apenas sobre o valor que excede as faixas desoneradas.

Para os profissionais autônomos e liberais, a atenção deve ser redobrada. O recolhimento via Carnê-Leão e as retenções sobre prestação de serviços a pessoas jurídicas também seguem os novos parâmetros. 

Especialistas alertam que, embora o benefício seja imediato no fluxo de caixa mensal, a consolidação total dessa mudança só será verificada na Declaração de Ajuste Anual em 2027, ano-base de 2026.

Impacto nas empresas e múltiplas fontes de renda

Para o setor corporativo, a virada do ano exigiu uma atualização crítica nos sistemas de folha de pagamento. As empresas agora atuam sob regras de retenção na fonte mais estreitas, o que demanda precisão para evitar erros que possam levar o funcionário à malha fina futuramente.

Um ponto de atenção importante recai sobre o contribuinte que possui múltiplas fontes de renda.

Como a isenção de R$ 5 mil considera a soma de todos os rendimentos tributáveis mensais, quem possui dois empregos ou recebe aposentadoria e aluguel simultaneamente pode acabar ultrapassando o limite somado, mesmo que individualmente cada fonte esteja abaixo do teto. 

Nesses casos, o ajuste no momento da declaração anual pode resultar em imposto a pagar, caso as retenções mensais não tenham sido calculadas sobre o montante global.

Perspectiva econômica

A ampliação da faixa de isenção é vista por economistas como uma medida de justiça fiscal, uma vez que a defasagem da tabela do IR vinha penalizando historicamente o poder de compra da população. 

Ao desonerar salários de até R$ 5 mil, o Governo aposta na circulação desses recursos na economia real. Contudo, o desafio para o contribuinte em 2026 será monitorar de perto suas fontes de renda para garantir que o benefício de hoje não se transforme em uma pendência com o Fisco amanhã.

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Ana Lima
Ana Lima
Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.

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