O ano de 2026 começa com um importante reforço no orçamento de milhares de famílias brasileiras. O Benefício de Prestação Continuada (BPC), fundamental para o sustento de idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, acaba de ser reajustado para R$ 1.621.
O novo valor, atrelado ao salário mínimo vigente, chega como um fôlego extra para custear gastos essenciais com saúde e alimentação.
Confira abaixo o cronograma de depósitos e as diretrizes do benefício
BPC e o salário mínimo
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) tem como premissa garantir uma renda mensal equivalente a um salário mínimo para idosos (65 anos ou mais) e pessoas com deficiência que comprovem um estado de pobreza extrema.
Por ser intrinsecamente atrelado ao piso nacional, o aumento de R$ 103 no salário mínimo – que salta de R$ 1.518 para R$ 1.621 – se transfere integralmente para o BPC.
Em 2026, portanto, o valor mensal do benefício passa a ser de R$ 1.621.
Quando o novo valor cairá na conta
Apesar de o novo salário mínimo ter vigência a partir de 1º de janeiro de 2026, a implementação do novo valor do BPC segue uma dinâmica própria. O reajuste será sentido pelos beneficiários apenas no pagamento referente ao mês de janeiro, que é habitualmente realizado em fevereiro de 2026.
Isso significa que o depósito que ocorrerá no segundo mês do ano já virá corrigido para o novo patamar de R$ 1.621, aplicando-se tanto a quem já é segurado quanto aos novos aprovados.
Critérios de renda e elegibilidade
Com a elevação do piso nacional, o cálculo da renda familiar per capita para concessão do BPC também é readequado. O principal critério exige que a renda mensal por pessoa do grupo familiar não ultrapasse 1/4 do salário mínimo. Com o reajuste, este teto passará a ser de, aproximadamente, R$ 405,25.
Além desse limite, a legislação prevê uma faixa de vulnerabilidade ampliada, que pode chegar a meio salário mínimo (R$ 810,50), utilizada em avaliações específicas.
Os grupos que têm direito ao BPC permanecem inalterados:
- Idosos: Pessoas com 65 anos ou mais.
- Pessoas com Deficiência: Indivíduos de qualquer idade que comprovem impedimentos de longo prazo (físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais) e a condição de vulnerabilidade socioeconômica.
Para ambos os públicos, é indispensável a inscrição e a manutenção atualizada no Cadastro Único (CadÚnico), que se torna cada vez mais rigoroso em suas regras de recadastramento periódico.
Efeitos multiplicadores do reajuste
A correção do salário mínimo em 2026 opera como um vetor de reajuste para uma série de outros programas sociais e previdenciários. Além do BPC, milhões de brasileiros serão beneficiados com aumentos automáticos:
- Benefícios Previdenciários (INSS): O piso das aposentadorias, pensões e auxílios será elevado para R$ 1.621.
- Abono Salarial (PIS/Pasep): Os valores variam entre R$ 135,08 e R$ 1.621, conforme os meses de trabalho.
- Seguro-Desemprego: O valor mínimo do seguro não pode ser inferior ao novo salário mínimo.
- Seguro-Defeso: O auxílio concedido ao pescador artesanal também será corrigido para o novo piso nacional.
Essas mudanças, programadas para o início de 2026, reforçam o papel do salário mínimo como referência central para a política social e econômica do país.