terça-feira,
28 de julho de 2026

Empreendedor informal e Previdência Social: 80% ainda estão sem proteção, aponta Sebrae

O empreendedor informal e a Previdência Social continuam distantes da realidade de milhões de brasileiros. Dados do Sebrae apontam que 80,5% dos donos de negócios sem formalização não contribuem para o sistema previdenciário, o que reduz o acesso a benefícios do INSS e aumenta a vulnerabilidade financeira.

O empreendedor informal e a Previdência Social ainda formam uma combinação distante da realidade de milhões de brasileiros.

Um levantamento do Sebrae mostra que 80,5% dos donos de negócios sem formalização não contribuíam para a Previdência no primeiro trimestre de 2026.

Consequentemente, esse grupo permanece sem acesso à proteção previdenciária em situações como aposentadoria, incapacidade para o trabalho e pensão por morte.

Além disso, o estudo revela outro desafio: os empreendedores informais recebem, em média, quase três vezes menos do que aqueles que atuam de forma regularizada.

Informalidade ainda representa a maioria dos negócios

Segundo o levantamento do Sebrae, o Brasil contabilizou 30,2 milhões de empreendedores no primeiro trimestre de 2026.

Desse total, 19,4 milhões atuavam na informalidade, o equivalente a 65% dos donos de negócios no país.

Enquanto isso, apenas 35% dos empreendedores mantinham alguma forma de formalização.

Maioria dos empreendedores informais não contribui para a Previdência

Os dados também mostram uma grande diferença na proteção previdenciária.

Entre os empreendedores informais:

  • 80,5% não contribuíam para a Previdência Social;
  • apenas 19,5% realizavam contribuições.

Por outro lado, a realidade muda entre os empreendedores formalizados.

Nesse grupo:

  • 78% contribuíam regularmente para a Previdência Social;
  • 22% não faziam recolhimentos.

Conforme o Sebrae aponta, essa diferença demonstra que a formalização continua sendo um dos principais fatores para ampliar o acesso à proteção previdenciária.

Empreendedores formalizados ganham quase três vezes mais

Além da proteção social, a formalização também aparece associada a uma renda maior. No primeiro trimestre de 2026:

  • empreendedores formalizados tiveram renda média de R$ 6.688,89;
  • empreendedores informais registraram rendimento médio de R$ 2.253,04.

Embora registra-se o crescimento nominal da renda em relação a 2021, o levantamento destaca que os ganhos permaneceram abaixo da inflação acumulada de 35% no período.

Assim, tanto empreendedores formais quanto informais perderam poder de compra nos últimos cinco anos.

Setor de serviços concentra a maior parte dos negócios informais

Adicionalmente, o levantamento analisou os segmentos econômicos com maior presença de empreendedores sem formalização.

Entre eles, destacam-se:

  • serviços: 42,2%;
  • agropecuária: 17,2%;
  • comércio: 16%;
  • construção: 16%;
  • indústria: 8,5%.

De acordo com o Sebrae, a concentração da informalidade no setor de serviços reflete a forte presença de trabalhadores autônomos e pequenos prestadores de serviços.

Por que contribuir para a Previdência faz diferença?

A contribuição previdenciária garante acesso a diversos benefícios administrados pelo INSS. Entre eles estão:

  • aposentadoria;
  • benefício por incapacidade temporária;
  • aposentadoria por incapacidade permanente;
  • pensão por morte para dependentes;
  • salário-maternidade, quando preenchidos os requisitos legais.

Por isso, permanecer fora da Previdência pode deixar o empreendedor sem proteção financeira diante de situações inesperadas.

Formalização amplia renda e acesso a direitos

Além de facilitar a contribuição previdenciária, a formalização pode ampliar o acesso a crédito, emissão de notas fiscais e programas de incentivo aos pequenos negócios.

Por fim, o levantamento do Sebrae reforça que a informalidade ainda representa um desafio estrutural para o empreendedorismo brasileiro.

Embora milhões de pessoas mantenham seus próprios negócios, grande parte delas continua sem proteção previdenciária e com renda significativamente inferior à dos empreendedores formalizados.

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Bárbara Pontelli
Bárbara Pontelli
Bárbara Pontelli Monteiro possui mais de 5 anos de experiência com redação SEO e escrita criativa. Tem licenciatura em Letras, bacharelado e licenciatura em História e MBA em Marketing Digital. Escreve também para a Editora Globo e tem passagens por grandes agências do mercado.

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