Lula diz que vai derrubar teto de gastos e aumentar salário mínimo

Em evento de pré-campanha, ex-presidente Lula disse que aumentará o valor do salário mínimo caso volte ao poder a partir de 2023
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Em um evento na cidade de Diadema, em São Paulo, o ex-presidente Lula (PT), voltou a criticar o atual presidente Jair Bolsonaro (PL). Em discurso para militantes no final da última semana, o petista prometeu aumentar os valores dos pagamentos do salário mínimo assim que chegar ao poder.

O atual governo promove aumentos, mas eles se baseiam apenas em um sistema de reposição da inflação.

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“Já provamos que aumento de salário não faz mal para ninguém, que comer bem não faz mal para ninguém, que pobre e trabalhador tem direito. O que a gente quer é acabar com a pobreza e acabar com a miséria. A gente não quer passar fome, não quer comer do pior”, disse Lula. Na sequência, o petista também falou sobre os direitos trabalhistas.

“Esse cidadão acabou com a carteira profissional tradicional e falou que ia criar a Carteira Verde e Amarela. Na verdade, o que ele fez foi acabar com os direitos dos trabalhadores e os transformá-los em semi-escravos, sem férias, 13º, descanso remunerado e, se cair da bicicleta e se machucar, não tem ajuda ou assistência médica”, seguiu ele.

O ex-presidente também falou sobre a situação da fome no país. “33 milhões de brasileiros vão dormir sem ter o que comer, 105 milhões de pessoas têm algum problema de insuficiência alimentar. Como se explica que no país que é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo tem gente indo dormir sem comer?”, perguntou Lula.

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O petista não falou explicitamente sobre a PEC dos Benefícios. O texto que já foi aprovado no Senado Federal, está atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.

O documento prevê, entre outros pontos, o aumento no valor de programas sociais como o Auxílio Brasil e o vale-gás nacional, além da criação de um voucher de R$ 1 mil  para os caminhoneiros.

A PEC

Segundo analistas políticos, a PEC dos benefícios seria uma espécie de trunfo do presidente Jair Bolsonaro (PL) para tentar alavancar os seus números de intenção de voto neste momento. Os últimos levantamentos mostram que a situação da avaliação do governo não seria das melhores agora.

Membros do Planalto negam que as possíveis mudanças nos auxílios tenham interesses eleitorais. De qualquer forma, eles também dizem que precisam aprovar as alterações antes que as leis eleitorais impeçam a movimentação.

Oposição dividida sobre auxílios

Embora Lula critique oficialmente as manobras de Bolsonaro nos últimos quatro anos, senadores do PT votaram pela aprovação da PEC dos Benefícios há duas semanas. Todos os parlamentares de oposição ajudaram a aprovar a ideia.

No entanto, na Câmara dos Deputados o cenário se apresenta de forma diferente. Parlamentares de oposição ajudaram a obstruir a votação. Assim, a reunião que pode definir o futuro da PEC dos Benefícios foi adiada para esta semana.

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