O Ministério do Trabalho e Emprego confirmou a liberação de R$ 7 bilhões para um novo saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
A medida vai atingir cerca de 10 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos entre 2020 e 2025.
O objetivo do governo federal é permitir o acesso a valores que estavam bloqueados, dentro de um pacote voltado à redução do endividamento das famílias.
Quem pode receber o novo saque do FGTS
A liberação será direcionada a trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e tiveram parte do saldo retido após a demissão.
De acordo com o ministério, os valores correspondem a um resíduo de saques anteriores que não foram pagos integralmente.
“O ministério confirma que R$ 7 bilhões que devem ser liberados de saldo bloqueado do FGTS para quem está no saque-aniversário e foi demitido, contemplando trabalhadores de janeiro de 2020 até 23 de dezembro de 2025″, afirmou a pasta em nota.
“São para trabalhadores que receberam valores incompletos nos saques anteriores autorizados pelo governo por meio de medida provisória. É um resíduo que ficou, que contempla 10 milhões de trabalhadores”, completa o texto.
Como será feito o pagamento
O novo saque deve ser autorizado por meio de medida provisória. Os pagamentos serão realizados pela Caixa Econômica Federal, seguindo um calendário baseado no mês de nascimento do trabalhador.
Os valores serão depositados automaticamente na conta informada no aplicativo do FGTS.
Caso não haja conta cadastrada, o saque poderá ser feito com cartão cidadão e senha em lotéricas, terminais de autoatendimento da Caixa e correspondentes Caixa Aqui.
Como consultar se você tem direito
O trabalhador pode verificar se tem direito ao saque pelos seguintes canais:
- Aplicativo FGTS, na opção “Informações Úteis”
- Agências da Caixa
- Telefone 0800 726 0207 (opção 4 – FGTS)
Também é possível consultar o extrato das contas diretamente pelo aplicativo.
Qual é o objetivo da medida
A liberação dos recursos faz parte de uma estratégia do governo para reduzir o nível de endividamento das famílias.
Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias com dívidas a vencer chegou a 80,4% em março de 2026, o maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).
O índice superou os 80,2% registrados em fevereiro.
FGTS pode ser usado para pagar dívidas
Além do saque já confirmado, o governo também estuda uma nova medida para liberar entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões do FGTS.
A proposta é permitir que trabalhadores com conta ativa utilizem parte do saldo para quitar ou renegociar dívidas de cartão de crédito.
O programa deve contar com descontos concedidos pelos bancos e garantia do governo para o valor restante.
Há ainda a possibilidade de definição de limites de saque e critérios de renda, com prioridade para trabalhadores de baixa e média renda.
Quando o dinheiro será liberado
O calendário de pagamentos ainda não foi divulgado. A expectativa é que as datas sejam informadas após a publicação da medida provisória.
Até lá, a orientação é acompanhar os canais oficiais e manter os dados atualizados no aplicativo do FGTS.