quarta-feira,
4 de março de 2026

MEI: saiba os possíveis motivos para bloqueio de CNPJ

Falta de entrega da declaração anual, desenquadramento automático, faturamento excedente ou débitos registrados podem afetar MEI

MEI que estão tendo dificuldades para emitir o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) por meio do Portal do Empreendedor ou do aplicativo oficial podem estar enfrentando um bloqueio no CNPJ devido a pendências de cadastro ou problemas fiscais.

Elas podem ser a falta de entrega da declaração anual, desenquadramento automático, faturamento excedente ou débitos registrados em cobrança especial.

Declaração anual pode tornar o CNPJ inapto

Um dos principais motivos para o bloqueio do CNPJ é a não apresentação da Declaração Anual do Simples Nacional do MEI (DASN-SIMEI), que reporta o faturamento do ano anterior.

A ausência dessa declaração pode levar a Receita Federal a considerar o CNPJ inapto devido à omissão de informações. Para regularizar essa situação, é necessário apresentar as declarações atrasadas e pagar a multa por entrega tardia (MAED), com um valor mínimo de R$ 50 por documento.

Desenquadramento do MEI

Outra razão que dificulta a emissão do DAS com valor fixo é o desenquadramento automático do regime de MEI. Isso ocorre quando o empresário altera o CNPJ de uma forma que não é permitida para essa categoria.

Entre as razões para o desenquadramento estão mudanças na natureza jurídica, inclusão de atividades econômicas (CNAE) que não são permitidas para o MEI ou a abertura de uma filial.

Nessas circunstâncias, o sistema passa a considerar o negócio como uma microempresa, que deve seguir a tributação conforme as regras gerais do Simples Nacional.

Faturamento acima do limite

Superar o limite de faturamento anual de R$ 81.000,00, ou um valor proporcional caso o CNPJ tenha sido aberto no meio do ano, também pode resultar na impossibilidade de emissão do DAS simplificado.

Se o excedente ultrapassar 20% do limite permitido, o desenquadramento do MEI retroage ao início do ano-calendário.

A partir desse momento, a tributação deixará de ser calculada pela quantia fixa mensal e passará a ser feita sobre o faturamento real, conforme as alíquotas do Simples Nacional aplicáveis a microempresas.

Débitos inscritos

Quando surgem dificuldades na emissão de boletos de meses anteriores, isso pode ser um indicativo de que a dívida foi transferida para a Dívida Ativa da União. Nesses casos, a guia não estará mais acessível nos sistemas tradicionais do MEI.

Débitos registrados na dívida ativa podem ser cobrados por meio de protesto em cartório e por ações de execução fiscal.

Para regularizar a situação, o empreendedor deve acessar o portal Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), onde é possível gerar uma guia específica ou negociar um parcelamento.

Consultar e regularizar

Antes de tentar emitir novos boletos, é recomendado que os especialistas verifiquem a situação cadastral e fiscal do CNPJ e, se necessário, iniciem o processo de regularização online.

Para isso, é importante consultar no site da Receita Federal o Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral para verificar se o CNPJ está ativo, suspenso ou inapto.

Além disso, todos os DASN-SIMEI pendentes devem ser enviados pelo Portal do Empreendedor, mesmo que não tenha havido faturamento durante o período, informando uma receita de R$ 0,00 quando aplicável.

Negociação de débitos: entre no Portal do Simples Nacional ou utilize o aplicativo MEI, disponível para Android e iOS, para verificar pendências financeiras e, se necessário, solicitar um parcelamento que pode ser feito em até 60 vezes, com uma parcela mínima de R$ 50.

Checar se houve desenquadramento: é importante verificar a situação no Simples Nacional; caso o CNPJ tenha saído do regime de MEI, o empresário assume as responsabilidades de uma microempresa e pode precisar de assistência contábil.

Se surgir qualquer dúvida, o empreendedor tem a opção de procurar ajuda gratuita em organizações de apoio, como o Sebrae, que disponibiliza atendimento especializado para aqueles que atuam como MEI.

Compartilhe:

Thais Rodrigues
Thais Rodrigues
Formada em Jornalismo desde 2009 pela Unicsul e também pós-graduada em Jornalismo Esportivo pelo Centro Universitário FMU. Atualmente trabalhando nas áreas de redação, marketing e assessoria de imprensa.

Notícias relacionadas

Mais lidas da semana

App O Trabalhador