quarta-feira,
4 de fevereiro de 2026

Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago hoje

Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta semana e altera valores do INSS, seguro-desemprego e salário-família

O novo salário mínimo de R$ 1.621 começou a ser pago aos trabalhadores nesta segunda-feira (2). O valor aparece no contracheque referente ao mês de janeiro e já está em vigor para quem recebe o piso nacional.

O reajuste foi de 6,79%, o que representa um acréscimo de R$ 103 em relação ao valor anterior. A atualização foi oficializada pelo Decreto 12.797/2025.

Novo valor do salário mínimo em 2026

O piso nacional passou a ter os seguintes valores:

  • Mensal: R$ 1.621
  • Diário: R$ 54,04
  • Hora: R$ 7,37

O novo valor serve como referência para salários, aposentadorias, pensões e outros benefícios sociais.

Quando aposentados e pensionistas recebem

Os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem um salário mínimo começaram a receber o novo valor no último dia 26.

O calendário segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador.

Como foi definido o aumento do salário mínimo

O cálculo do novo salário mínimo seguiu a política de valorização aprovada pelo governo federal.

A fórmula considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando o limite do arcabouço fiscal.

Os critérios foram:

  • Inflação pelo INPC: 4,18%
  • Crescimento real do PIB: 3,4%
  • Percentual adicional limitado a 2,5%
  • Reajuste total: 6,79%

Impacto na economia e nas contas públicas

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo atinge diretamente 61,9 milhões de brasileiros.

A estimativa é de que o reajuste injete R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

O governo calcula um impacto combinado de R$ 110 bilhões ao considerar o aumento do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda. Por outro lado, a Previdência Social terá um custo adicional estimado em R$ 39,1 bilhões

Benefícios que mudam com o novo salário mínimo

O valor atualizado serve como base para diversos pagamentos sociais e trabalhistas, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

INSS

  • Benefícios no piso: reajuste de 6,79%, chegando a R$ 1.621
  • Benefícios acima do piso: reajuste de 3,90%
  • Teto do INSS: R$ 8.475,55

Contribuições ao INSS (trabalhadores com carteira assinada)

  • Até R$ 1.621: 7,5%
  • De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
  • De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
  • De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

Autônomos, facultativos e MEI

  • Plano normal (20%): R$ 324,20
  • Plano simplificado (11%): R$ 178,31
  • Baixa renda (5%): R$ 81,05
  • MEI (5%): R$ 81,05

Seguro-desemprego

  • Reajuste pelo INPC de 3,90%, válido desde 11 de janeiro
  • Parcela mínima: R$ 1.621
  • Parcela máxima: R$ 2.518,65
  • Valor varia conforme a média salarial dos últimos meses

Salário-família

  • Valor por dependente: R$ 67,54
  • Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 por mês]

O que muda para trabalhadores e famílias

Além de aumentar a renda mensal de quem recebe o piso nacional, o novo salário mínimo influencia diretamente benefícios previdenciários e assistenciais.

O reajuste também tem reflexo no consumo e na movimentação da economia, especialmente entre famílias que dependem desses valores como principal fonte de renda.

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Aécio de Paula
Aécio de Paula
Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e pós-graduado em Direitos Humanos pela mesma instituição. Atua na produção, edição e apuração de conteúdos sobre política, economia, sociedade e cultura, com experiência em redações e portais de notícia.

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