sexta-feira,
17 de julho de 2026

Projeto autoriza saque FGTS para compra de armas e avança na Câmara

O projeto que permite o uso do FGTS para compra de armas avançou na Câmara dos Deputados. A proposta foi aprovada pela Comissão de Segurança Pública, mas ainda depende da análise de outras comissões, além da aprovação do Senado, antes de virar lei.

Um projeto de lei que amplia as possibilidades de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deu um novo passo na Câmara dos Deputados.

A Comissão de Segurança Pública aprovou uma proposta que autoriza trabalhadores a utilizarem recursos do fundo para comprar armas de fogo, munições e acessórios destinados à defesa pessoal.

A medida ainda não está em vigor e faz parte da tramitação legislativa. Dessa forma, antes de se tornar lei, o texto precisará passar por outras comissões da Câmara e, posteriormente, ter aprovação do Senado.

Saque FGTS para compra de armas ainda depende de novas etapas

De acordo com o Projeto de Lei 3.824/2025, o saque poderá ter liberação uma vez por ano, sempre no mês de aniversário do trabalhador. No entanto, o acesso aos recursos precisa estar de acordo com o cumprimento das exigências previstas na legislação sobre armas de fogo.

Além disso, o interessado deverá apresentar documentação que comprove a autorização válida para aquisição do armamento e a regularidade do registro.

O projeto também estabelece um limite para o saque. Caso a proposta tenha aprovação, o trabalhador poderá retirar apenas o valor necessário para cobrir a compra da arma, das munições e dos equipamentos considerados essenciais para a guarda segura do material.

Conforme o texto aprovado pela comissão, caberá ao Conselho Curador do FGTS regulamentar os procedimentos e definir as regras de funcionamento da medida em até 90 dias após uma eventual sanção da lei.

Na justificativa da proposta, o autor, deputado Marcos Pollon (PL-MS), afirma que a iniciativa busca ampliar o acesso aos meios legais de defesa pessoal. Já o relator, deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), argumentou que a possibilidade de reação por parte das vítimas pode contribuir para a prevenção de crimes.

Apesar da aprovação na Comissão de Segurança Pública, o projeto continua em análise na Câmara dos Deputados. O texto ainda deve passar pelo exame das comissões de Trabalho, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Por fim, como tramita em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado caso seja aprovada nas comissões previstas e não haja recurso para votação em Plenário. Somente após a aprovação pelas duas Casas do Congresso e a sanção presidencial a medida poderá entrar em vigor.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Bárbara Pontelli
Bárbara Pontelli
Bárbara Pontelli Monteiro possui mais de 5 anos de experiência com redação SEO e escrita criativa. Tem licenciatura em Letras, bacharelado e licenciatura em História e MBA em Marketing Digital. Escreve também para a Editora Globo e tem passagens por grandes agências do mercado.

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