quinta-feira,
30 de julho de 2026

Bolsa Família reduz mortalidade infantil e materna, aponta estudo da Fiocruz

Um estudo da Fiocruz concluiu que o Bolsa Família reduz mortalidade infantil e também está associado à diminuição das mortes maternas entre mulheres em situação de vulnerabilidade. A pesquisa analisou mais de quatro milhões de nascimentos e identificou impactos positivos no acesso à saúde e na qualidade da gestação.

Um estudo apontou que o Bolsa Família reduz mortalidade infantil e também está associado à queda das mortes maternas em situação de vulnerabilidade social.

A pesquisa da Fiocruz Bahia identificou redução de 31% na mortalidade materna e de até 16% na mortalidade de crianças menores de cinco anos entre beneficiários do programa.

Além disso, os pesquisadores observaram menor incidência de partos prematuros e de bebês com baixo peso ao nascer, indicadores diretamente relacionados à saúde da gestante e da criança.

Estudo analisou mais de quatro milhões de nascimentos

Conduzida pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), a pesquisa avaliou mais de quatro milhões de nascimentos registrados no país.

Os resultados mostram que mulheres atendidas pelo Bolsa Família apresentaram menor probabilidade de desenvolver complicações relacionadas à gestação, quando comparadas a gestantes com perfil socioeconômico semelhante que não recebiam o benefício.

De acordo com os pesquisadores, o impacto foi ainda mais expressivo entre mulheres pretas e indígenas.

Acesso ao pré-natal ajudou a reduzir os riscos

Os pesquisadores associam os resultados ao maior acesso das beneficiárias aos serviços públicos de saúde. Entre os fatores apontados estão:

  • maior realização de consultas de pré-natal;
  • acompanhamento contínuo da gestação;
  • ampliação do acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS);
  • integração entre assistência social e serviços de saúde.

Segundo os autores, a combinação entre transferência de renda e acompanhamento das gestantes contribui para reduzir fatores de risco durante a gravidez e os primeiros anos de vida das crianças.

Pesquisa também identificou impactos em outras áreas da saúde

Além da redução da mortalidade materna e infantil, o estudo apontou outros efeitos positivos entre famílias beneficiárias do programa. Entre eles estão:

  • redução de 41% na incidência de tuberculose;
  • queda de 31% no risco de morte após diagnóstico da doença;
  • redução de casos de HIV/Aids e hanseníase;
  • melhora na adesão aos tratamentos médicos.

Na área da saúde mental, os pesquisadores identificaram redução de 56% na taxa de suicídio entre beneficiários, além da diminuição de internações por transtornos psiquiátricos e problemas relacionados ao uso abusivo de álcool e outras drogas.

Outro estudo aponta queda nas internações e aumento do emprego

Há também um estudo divulgado pelo National Bureau of Economic Research (NBER), que apontam resultados semelhantes em relação aos resultados do programa.

Conforme o levantamento, a ampliação do Bolsa Família em 2012 contribuiu para aumentar o emprego entre famílias em extrema pobreza e reduzir indicadores de mortalidade e hospitalizações.

Os pesquisadores estimaram aumento de 4,8% no emprego, redução de 14% na mortalidade e queda de 8% nas internações hospitalares entre os beneficiários analisados.

Compartilhe:

Bárbara Pontelli
Bárbara Pontelli
Bárbara Pontelli Monteiro possui mais de 5 anos de experiência com redação SEO e escrita criativa. Tem licenciatura em Letras, bacharelado e licenciatura em História e MBA em Marketing Digital. Escreve também para a Editora Globo e tem passagens por grandes agências do mercado.

Notícias relacionadas

Mais lidas da semana

App O Trabalhador