PT e Bolsonaro preparam embate de Bolsa Família x Auxílio Brasil

Propaganda partidária obrigatória no rádio e na tv deve ter início já a partir do próximo dia 27 de agosto. Veja detalhes
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A equipe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue preparando os primeiros detalhes para os seus programas de rádio e de tv. Um dos consensos da equipe do petista é tentar levar para a campanha uma ideia de nostalgia do auxílio. E um dos pontos que devem ser explorados é a promessa de retorno do programa Bolsa Família.

O benefício social chegou ao fim ainda em outubro do ano passado. Logo depois, ele foi substituído pelo Auxílio Brasil do presidente Jair Bolsonaro (PL). Desde novembro, o novo projeto social atende pouco mais de milhões de pessoas. O número é maior do que o registrado no antigo Bolsa Família, mas o PT deverá focar na questão da temporariedade.

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Segundo informações de bastidores, o programa de Lula deverá mostrar que o Auxílio Brasil no valor de R$ 600 só tem validade até o final deste ano. A própria PEC dos Benefícios só libera o dinheiro até o mês de dezembro. O Governo até afirma que poderá manter o patamar, mas ainda não há nada oficializado sobre o assunto.

O partido de Bolsonaro não acompanha a movimentação do PT parado. De acordo com informações de bastidores, a ideia é focar completamente nos pagamentos do programa Auxílio Brasil. Na campanha na tv, o PL deve dizer em mais de uma oportunidade que este seria o “maior projeto de transferência de renda da história”.

Desde que começou a ser pago ainda no final do ano passado, estima-se que mais de 7 milhões de pessoas tenham entrado para o programa social. Em agosto, mais de 20 milhões de brasileiros receberam a parcela turbinada de R$ 600. Os números devem ser usados pela campanha do presidente no rádio e na tv.

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Ciro fala em Auxílio de R$ 1 mil

Outro candidato à presidência que deve usar o Auxílio Brasil como bandeira política é Ciro Gomes (PDT). Em entrevista ao Jornal Nacional na noite desta terça-feira (23), ele explicou como o projeto funcionaria.

“Para fechar os R$ 297 bilhões dos recursos que já existem, eu vou agregar um tributo sobre grandes fortunas apenas e tão somente aos patrimônios superiores a R$ 20 milhões”, disse Ciro Gomes na entrevista. “Entenda bem, só 58 mil brasileiros têm um patrimônio superior a R$ 20 milhões”, seguiu o candidato do PDT.

“Cada super-rico no Brasil vai ajudar a financiar, com R$ 0,50, apenas de cada R$ 100 de sua fortuna, a sobrevivência digna de 821 brasileiros abaixo da linha da pobreza. Aqueles domicílios que as pessoas ganham R$ 417 ou menos por cabeça por mês”, disse o ex-ministro, que atualmente figura na terceira posição nas principais pesquisas de opinião.

“Ninguém mais vai depender de político ‘A’, político ‘B’, eleição ‘A’. Como está acontecendo ameaças e tentativas de manipular o sofrimento mais humilhado do nosso povo, das mães de família que estão vendo seus filhos dormirem hoje com fome. Isso me dói o tempo todo, essa é a minha história de vida. “, afirmou o candidato.

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