Quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Aumento do Bolsa Família em outubro eleva piso para R$ 691 e adicionais ficam maiores

Reajuste de 15,04% começa a valer na folha deste mês e também alcança benefícios pagos por crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes. Valor final varia conforme a composição familiar.

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Aumento do Bolsa Família em outubro eleva piso para R$ 691 e adicionais ficam maiores

O aumento do Bolsa Família em outubro já começa a valer na folha deste mês e eleva de R$ 600 para R$ 691 o valor mínimo garantido por família. A atualização é de 15,04% e também aumenta os adicionais previstos pelo programa.

Com a mudança, o governo estima que o benefício médio passe de aproximadamente R$ 675 para R$ 777. Esse valor, porém, não é fixo: cada família recebe de acordo com o número e o perfil de seus integrantes.

Por isso, algumas famílias poderão ultrapassar R$ 1.100, enquanto outras receberão valores diferentes. O decreto não estabelece R$ 1.100 como novo benefício padrão.

Como funciona o aumento do Bolsa Família em outubro?

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O reajuste foi oficializado pelo Decreto nº 13.120, de 17 de setembro de 2026. A norma atualiza os benefícios de acordo com a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Planalto

Os efeitos financeiros começaram em 1º de outubro, conforme determina o próprio decreto. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) informou que esta é a primeira atualização pela inflação desde a retomada do atual modelo do Bolsa Família, em 2023.

Na prática, a mudança não envolve somente o piso. Os benefícios que compõem o cálculo também receberam novos valores.

Bolsa Família passa a ter piso de R$ 691

O Benefício de Renda de Cidadania (BRC), calculado por integrante da família, passou de R$ 142 para R$ 164 por pessoa.

Quando a soma desse componente não chega a R$ 691, o Benefício Complementar cobre a diferença necessária para atingir o valor mínimo garantido.

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Assim, uma família de quatro integrantes, por exemplo, teria inicialmente R$ 656 pelo BRC, considerando quatro parcelas de R$ 164. Nesse caso, o complemento acrescentaria R$ 35 para alcançar o piso de R$ 691, antes de considerar eventuais benefícios adicionais aos quais a família tenha direito.

Essa forma de cálculo é importante porque R$ 691 é um piso, e não uma parcela que necessariamente deve ser somada integralmente a todos os demais componentes.

Quanto as famílias com crianças podem receber?

O Benefício Primeira Infância também aumentou. A parcela destinada a cada criança de zero a sete anos incompletos passou de R$ 150 para R$ 173.

Dessa maneira, famílias com várias crianças nessa faixa etária podem alcançar pagamentos significativamente superiores ao mínimo.

Por exemplo, uma família que tenha direito ao piso e conte com três crianças enquadradas no Benefício Primeira Infância pode ter R$ 519 adicionais considerados na composição do pagamento.

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Entretanto, o cálculo efetivo precisa considerar todos os componentes do benefício na ordem estabelecida pelas regras do programa. Portanto, exemplos simplificados não devem ser interpretados como garantia de que determinada composição familiar receberá exatamente R$ 1.100 ou R$ 1.210.

Gestantes, nutrizes e adolescentes também têm adicional maior

O Benefício Variável Familiar passou de R$ 50 para R$ 58 por integrante elegível.

A parcela pode ser destinada às famílias que tenham:

  • gestantes;

  • nutrizes;

  • crianças entre sete e 12 anos incompletos;

  • adolescentes entre 12 e 18 anos incompletos.

O decreto determina o pagamento de R$ 58 por integrante que se enquadre nas situações previstas. Planalto

Por isso, duas famílias com o mesmo número de pessoas podem receber valores diferentes. Idade dos integrantes e presença de gestantes ou nutrizes, por exemplo, interferem no cálculo.

Bolsa Família vai pagar R$ 1.100 para todas as famílias?

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Não. Não existe um novo pagamento fixo de R$ 1.100 para cada família.

O valor confirmado oficialmente como mínimo é R$ 691. Já o MDS estima um benefício médio de R$ 777 após o reajuste.

Valores superiores a R$ 1.100 são possíveis em determinadas composições familiares porque os benefícios por integrante e adicionais podem elevar o pagamento.

Portanto, o valor depositado continuará sendo individualizado. A quantidade de integrantes e as características da família determinam quanto será recebido.

Quando começa o pagamento do Bolsa Família de outubro?

Os depósitos começam em 19 de outubro e seguem até o dia 30, conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). O início do calendário e o novo piso de R$ 691 também foram confirmados oficialmente neste início de outubro.

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O calendário informado para o mês é:

  • NIS final 1: 19 de outubro;

  • NIS final 2: 20 de outubro;

  • NIS final 3: 21 de outubro;

  • NIS final 4: 22 de outubro;

  • NIS final 5: 23 de outubro;

  • NIS final 6: 26 de outubro;

  • NIS final 7: 27 de outubro;

  • NIS final 8: 28 de outubro;

  • NIS final 9: 29 de outubro;

  • NIS final 0: 30 de outubro.

Assim, o aumento do Bolsa Família em outubro não significa que todos receberão R$ 1.100. A principal mudança é a atualização de 15,04%, que elevou o mínimo garantido para R$ 691 e reajustou os demais componentes usados no cálculo do benefício.

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