segunda-feira,
20 de abril de 2026

Governo avalia saque do FGTS para dívidas; entenda a proposta

Governo avalia liberar até 20% do FGTS para quitar dívidas. Entenda quem pode acessar e como deve funcionar a proposta em estudo

O governo federal estuda permitir que trabalhadores utilizem parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas. 

A proposta em análise prevê a liberação de até 20% do valor disponível nas contas individuais, com foco em quem recebe até cinco salários mínimos.

A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista à Folha de S. Paulo. Segundo ele, o percentual busca equilibrar o acesso aos recursos sem comprometer o funcionamento do fundo.

Saque do FGTS para dívidas: quem pode acessar

A proposta estabelece critérios de renda para liberar o saque. A ideia é atender trabalhadores com menor poder aquisitivo e maior dificuldade de acesso ao crédito.

Entre os pontos em estudo:

  • Liberação de até 20% do saldo disponível
  • Limite de renda de até cinco salários mínimos
  • Regras operacionais ainda em definição

De acordo com o governo, esse recorte pode alcançar cerca de 92% dos trabalhadores formais no país.

Como deve funcionar o uso do FGTS

O modelo prevê uso parcial do saldo, sem liberar o valor total disponível. O objetivo é manter a função do fundo, que também financia políticas públicas, especialmente na área habitacional.

A liberação deve ocorrer de forma direcionada. A prioridade será para quem enfrenta maior dificuldade financeira.

A proposta ainda está em elaboração e depende de regulamentação para definir prazos e critérios detalhados.

Liberação de recursos e avaliação do fundo

Além do saque para dívidas, o governo avalia liberar cerca de R$ 7 bilhões do FGTS. A medida pode atingir aproximadamente 10 milhões de trabalhadores.

A análise interna indica que houve retenção de valores acima do necessário em operações anteriores, o que abriria espaço para uma nova liberação.

Segundo o governo, a iniciativa não deve comprometer a sustentabilidade do fundo, que é uma das principais fontes de financiamento do crédito imobiliário no Brasil.

Programa de renegociação com descontos e juros menores

A proposta do FGTS faz parte de um plano mais amplo de renegociação de dívidas. O programa pode beneficiar mais de 30 milhões de pessoas.

Entre as condições em estudo:

  • Descontos de até 90% sobre o valor original das dívidas
  • Refinanciamento com juros reduzidos
  • Participação de instituições financeiras

O governo deve atuar por meio de garantias, usando o Fundo de Garantia de Operações (FGO) para estimular a oferta de crédito com taxas menores.

Impactos para empresas e profissionais

As medidas também incluem ações voltadas a micro e pequenas empresas, além de microempreendedores individuais (MEIs), com acesso a crédito em condições facilitadas.

Para trabalhadores informais, o uso do FGO pode permitir renegociações mesmo sem comprovação formal de renda.

No setor contábil, a expectativa é de aumento na demanda por orientação sobre uso do FGTS, renegociação de dívidas e organização financeira.

Profissionais da área devem acompanhar a regulamentação para aplicar corretamente as regras nas rotinas de empresas e trabalhadores.

O que o trabalhador deve observar agora

Como a proposta ainda está em fase de elaboração, é importante acompanhar os próximos anúncios oficiais. As regras finais, prazos e condições de acesso ainda serão definidos.

Ficar atento às atualizações pode ajudar a entender quando e como o recurso poderá ser utilizado.

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Aécio de Paula
Aécio de Paula
Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e pós-graduado em Direitos Humanos pela mesma instituição. Atua na produção, edição e apuração de conteúdos sobre política, economia, sociedade e cultura, com experiência em redações e portais de notícia.

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