Quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Manifestação pelo aumento do teto do MEI marcada para novembro

Proposta ainda precisa passar por votação no Plenário da Câmara para poder valer

Ana Lima
Escrito porAna Lima
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2 min de leitura381 palavras
Manifestação pelo aumento do teto do MEI marcada para novembro
Confira quais são os documentos necessários para participar do Mutirão do MEI

Está marcada para o próximo dia 08 de novembro uma manifestação por parte de empresários e parlamentares federais. O motivo é um só: defender a aprovação do projeto de lei que aumenta o teto de faturamento para enquadramento nos regimes tributários do Microempreendedor Individual (MEI) e das micro e pequenas empresas do Simples Nacional.

A proposta ainda está empacada na Câmara, à espera da votação dos Deputados. Já passou pelo Senado e também por duas comissões da Câmara, todavia falta a votação em plenário. Contra a proposta está a Receita Federal que alega que a renúncia de receita vai superar R$ 66 bilhões por ano.

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Por outro lado, a classe empresarial justifica que a atualização do teto de faturamento do Simples e do MEI está defasada desde 2016, no governo Michel Temer (MDB). Desde então, nunca mais passou por alteração.

O deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP) afirmou que a intenção é votar no plenário da Câmara o regime de urgência para o projeto logo após o segundo turno das eleições. Já na semana seguinte, o objetivo é promover uma grande mobilização em Brasília com empresários e as frentes parlamentares do setor produtivo.

O que diz o texto da proposta

O projeto aumenta o teto de faturamento para uma empresa ou microempreendedor continuar a aproveitar esses regimes tributários favorecidos.

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Os novos limites seriam:

  • MEI: aumenta de R$ 81 mil por ano para R$ 144 mil;

  • Microempresas: de R$ 360 mil por ano para R$ 869 mil;

  • Empresas de pequeno porte: de R$ 4,8 milhões para R$ 8,7 milhões.

Além disso, o texto autoriza o MEI a contratar dois funcionários, desde que recebam no máximo um salário mínimo, e cria uma regra de correção anual dos valores pela inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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O projeto foi aprovado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara em junho deste ano, com o governo se manifestando contra a aprovação.

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a aprovação ocorreu já no início da campanha eleitoral, no fim do mês de agosto, em votação simbólica.

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O governo não manifestou se era contra ou a favor do projeto, mas novamente permitiu que a votação ocorresse sem registro individual de voto e sem atuar de maneira mais firme para tirar o projeto de votação.

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