Tarifa de energia mais cara aumentou a inflação acumulada para 8,99%

De acordo com alguns críticos, a tarifa de energia da faixa vermelha em nível dois, uma das mais caras do ano, causou o aumento da inflação acumulada nos últimos 12 meses para 8,99%, número maior que no ano de 2002. 

A inflação tende a aumentar quando há uma maior quantidade de dinheiro em circulação, causando a desvalorização do dinheiro. Por exemplo, o dólar mais caro mostra que o real está desvalorizado porque é necessário uma quantia maior dele para comprar U$ 1. 

Existem várias teorias para esse aumento, principalmente em relação às empresas de energia elétrica terem aumentado os valores cobrados para a população. Outros são ainda mais radicais e argumentam que o auxílio emergencial fez com que R$ 40 bilhões a mais estivesse em circulação na economia, causando a desvalorização. 

A COPOM já realizou alguns encontros neste ano para discutir um possível aumento das taxas de juros básicas como a Selic. E, dessa forma, os bancos cobrariam mais taxas e, assim, haveria mais valorização de investimentos de renda fixa como CDB e LCA. Sendo assim, o cidadão sentiria mais incentivo para investir e haveria controle maior da quantidade em circulação. 

No entanto, apesar da taxa Selic ter saído de 2% para 4,25%, ainda não foi o suficiente visto que o dólar continua acima de R$ 5,20 e a inflação não diminuiu. É estimado que até o final do ano essa porcentagem tenha chegado à faixa de 5,5% e que seja alterada para 6% no ano de 2022, quando as eleições devem ocorrer. 

O preço dos combustíveis também está sendo afetado pela inflação e, em Santa Catarina, o litro de gasolina pode chegar a mais de R$ 7 até o final do ano de 2021. O que, consequentemente, deve causar uma nova onda de insatisfação entre a população. O presidente Bolsonaro argumenta que são os impostos que enriquecem o preço, mas não se trata somente disso.