quinta-feira,
19 de março de 2026

Por que Leila Pereira não vai mais depor na CPMI do INSS

Depoimento de Leila Pereira na CPMI do INSS é cancelado após decisão do STF; entenda o que motivou a medida

O depoimento da presidente do Banco Crefisa, Leila Pereira, à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi cancelado nesta quarta-feira (18). Esta seria a segunda tentativa de ouvir a executiva.

A ausência ocorre após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada, o ministro Flávio Dino já havia desobrigado Leila Pereira de comparecer à comissão.

Desta vez, segundo o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a decisão partiu do ministro Gilmar Mendes.

“Dessa vez, a decisão veio do ministro do STF Gilmar Mendes, justamente quando a investigação começa a alcançar bancos e nomes poderosos como Leila Pereira”, explicou o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), em suas redes sociais.

Convocação e foco da investigação

Leila Pereira foi convocada como testemunha. Ela é presidente do Banco Crefisa e também da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Os requerimentos da CPMI indicam a necessidade de esclarecimentos sobre operações de empréstimos consignados concedidos a aposentados e pensionistas.

O que está sob análise na CPMI do INSS

Entre os pontos levantados pelos parlamentares, estão possíveis irregularidades relacionadas aos contratos.

Os requerimentos citam:

  • Pressões para abertura de contas
  • Indução à contratação de produtos ou serviços
  • Falta de informações claras aos clientes

Segundo os parlamentares, essas práticas podem ser consideradas abusivas.

O que esperar da investigação

Mesmo com o cancelamento do depoimento, a CPMI segue apurando as operações envolvendo instituições financeiras.

A comissão busca entender a atuação dos bancos nos empréstimos consignados e possíveis impactos para aposentados e pensionistas.

Acompanhar os próximos desdobramentos pode ajudar a entender como essas decisões afetam a investigação.

Descontos indevidos do INSS

Aposentados e pensionistas podem verificar possíveis descontos indevidos diretamente no extrato de pagamento do benefício. A consulta pode ser feita pelo aplicativo ou site do Meu INSS, onde é possível conferir todos os valores detalhados mês a mês.

Entre os sinais de alerta, estão cobranças de associações, seguros ou serviços que o beneficiário não reconhece. Também é importante observar variações no valor líquido recebido sem explicação clara.

Para evitar prejuízos, a recomendação é:

  • Conferir o extrato com frequência
  • Desconfiar de cobranças desconhecidas
  • Não fornecer dados pessoais por telefone ou mensagens

O que fazer ao identificar irregularidades

Caso o beneficiário identifique um desconto que não autorizou, é possível tomar algumas medidas imediatas para tentar resolver a situação.

O primeiro passo é registrar uma reclamação no próprio Meu INSS, solicitando a exclusão do desconto. Também é possível entrar em contato com o banco responsável pelo pagamento do benefício.

Além disso, o cidadão pode buscar apoio em órgãos de defesa do consumidor ou formalizar denúncia junto aos canais oficiais.

Agir rapidamente é fundamental para evitar novos descontos e tentar recuperar valores que tenham sido cobrados de forma indevida.

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Aécio de Paula
Aécio de Paula
Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e pós-graduado em Direitos Humanos pela mesma instituição. Atua na produção, edição e apuração de conteúdos sobre política, economia, sociedade e cultura, com experiência em redações e portais de notícia.

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