Salário mínimo sobe e efeito pode ir além do contracheque; entenda
Reajuste do salário mínimo e ampliação da isenção do IR devem injetar R$ 110 bilhões na economia brasileira em 2026, segundo o governo

Desde janeiro de 2026, o Brasil passou a contar com um novo valor do salário mínimo. O piso nacional subiu de R$ 1.518, em 2025, para R$ 1.621, o que representa um reajuste de 6,7%.
A medida faz parte da política de valorização do salário mínimo retomada a partir de 2023 pelo Governo Federal. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, apenas esse reajuste deve injetar mais de R$ 80 bilhões na economia brasileira ao longo do ano.
“O salário mínimo é uma questão muito importante. Só o salário mínimo injetará na economia brasileira mais de R$ 80 bilhões no ano”, afirmou o ministro.
Como funciona a política de reajuste do salário mínimo
De acordo com o Ministério do Trabalho, os reajustes anuais do salário mínimo levam em consideração dois fatores principais:
A inflação acumulada dos 12 meses anteriores
O crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes
Luiz Marinho destacou que, sem essa política adotada nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o valor atual do salário mínimo seria significativamente menor.
“Não fosse a política de valorização criada pelo presidente Lula lá no seu primeiro mandato, seguido no segundo, seguido pela presidenta Dilma [Rousseff], e interrompida em 2017 até o final de 2022, o salário mínimo valeria hoje a ordem de R$ 823, metade do que vale o salário mínimo hoje”, disse.
Segundo o ministro, essa política tem efeito direto no crescimento da renda dos trabalhadores ao longo dos anos.
Isenção do Imposto de Renda amplia impacto econômico
Além do reajuste do salário mínimo, outra medida anunciada pelo governo é a ampliação da isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês.
De acordo com estimativas oficiais, cerca de 10 milhões de brasileiros deixarão de pagar o imposto. Já quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais terá redução na carga tributária em relação a 2025. No total, aproximadamente 16 milhões de pessoas devem ser beneficiadas.
Para o ministro do Trabalho, a combinação das duas medidas pode tornar 2026 um ano positivo para a economia.
“Você tem o salário mínimo e tem a isenção do Imposto de Renda. A soma dos dois injetará no ano R$ 110 bilhões na economia brasileira”, afirmou. “Acredito que será bom de novo para a economia e para o emprego”.
Efeito no contracheque começa em fevereiro
Os impactos da isenção do Imposto de Renda e da redução da carga tributária devem ser percebidos já nos salários de janeiro, pagos aos trabalhadores em fevereiro.
Segundo Luiz Marinho, especialmente para quem ganha até R$ 5 mil, a diferença no contracheque pode ser sentida como um aumento real de renda.
“Você pega o holerite (contracheque) de janeiro e compara com o holerite de dezembro ou de novembro. Você vai ter uma surpresa, como se fosse um grande aumento de salário real”, declarou.
O ministro afirmou ainda que o dinheiro extra pode ser usado para consumo, poupança ou investimentos pessoais, o que contribui para o aquecimento da economia.
Se você recebe salário mínimo ou está dentro da faixa de isenção do Imposto de Renda, vale acompanhar as mudanças no seu contracheque e entender como essas medidas podem impactar seu orçamento ao longo de 2026.
