Golpe da prova de vida do INSS ameaça cortar benefício para roubar dados
Criminosos estão usando uma falsa atualização cadastral para abordar aposentados e pensionistas. INSS reforça que prova de vida ocorre por cruzamento de informações.

O golpe da prova de vida do INSS voltou a preocupar aposentados e pensionistas. Segundo alerta divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social em setembro de 2026, criminosos estão entrando em contato com beneficiários para solicitar informações pessoais sob a justificativa de atualizar a comprovação de vida.
Na abordagem, os golpistas costumam enviar mensagens afirmando que o benefício poderá ser cortado caso a vítima não atualize os dados imediatamente. A urgência, porém, serve como estratégia para induzir o segurado a entregar informações pessoais ou acessar páginas fraudulentas.
Como funciona o golpe da prova de vida do INSS?
A fraude começa com um contato que tenta se passar pelo INSS. A mensagem informa uma suposta pendência na prova de vida e orienta o aposentado ou pensionista a realizar uma atualização.
Em alguns casos, o criminoso envia um link que imita páginas oficiais. Ao acessá-lo, a vítima encontra formulários que solicitam documentos, informações pessoais ou outros dados sensíveis.
Esse tipo de fraude é conhecido como phishing. Os dados obtidos podem ser utilizados posteriormente para novas tentativas de golpe ou até para acessar serviços financeiros em nome da vítima.
Como a prova de vida funciona atualmente?
A prova de vida não depende, como regra, de o aposentado comparecer todos os anos a uma agência para demonstrar que está vivo.
Atualmente, o próprio INSS realiza a comprovação por meio do cruzamento de informações disponíveis em bases governamentais.
Caso não consiga localizar informações suficientes, o Instituto orienta o cidadão pelos meios oficiais. Portanto, receber uma mensagem inesperada exigindo atualização imediata de dados merece atenção.
Em caso de dúvida, o beneficiário pode consultar sua situação pelo Meu INSS ou entrar em contato com a Central 135.
INSS pede senha ou dados bancários?
Não. O alerta divulgado pelo próprio Instituto destaca que o órgão não solicita senhas, dados bancários ou transferências de dinheiro para realizar a prova de vida.
Também é preciso desconfiar de contatos que pressionem o beneficiário a informar documentos ou dados pessoais por telefone.
Entre os principais sinais de alerta estão:
ameaça de suspensão imediata da aposentadoria ou pensão;
solicitação de senha;
pedido de dados bancários;
cobrança para liberar o benefício;
links desconhecidos enviados por mensagem;
pedido de transferência ou pagamento;
páginas que solicitam informações sensíveis.
O cuidado deve ser ainda maior quando a mensagem utiliza frases alarmistas e estabelece um prazo muito curto para resolver a suposta pendência.
Recebi uma mensagem sobre prova de vida. O que fazer?
O primeiro cuidado é não clicar no link enviado e não fornecer qualquer informação.
Em vez de continuar a conversa pelo número que entrou em contato, o beneficiário deve acessar diretamente os canais oficiais. A situação pode ser consultada pelo Meu INSS ou pela Central Telefônica 135.
Também não é recomendável baixar arquivos ou aplicativos enviados por desconhecidos.
Se houver suspeita de fraude, o cidadão deve guardar registros da abordagem, como número utilizado, mensagens e capturas de tela. Caso já tenha fornecido informações bancárias, também é importante entrar em contato com a instituição financeira pelos canais oficiais.
Como evitar cair em golpes contra aposentados?
Desconfiar de mensagens inesperadas é uma das principais formas de proteção. Antes de realizar qualquer procedimento relacionado à aposentadoria ou pensão, confirme se a solicitação realmente aparece nos canais oficiais.
O golpe da prova de vida do INSS explora justamente o medo de perder uma renda importante. Por isso, mensagens que ameaçam cancelar imediatamente o pagamento devem ser verificadas antes de qualquer ação.
Nunca entregue senhas, dados bancários ou documentos a desconhecidos e evite acessar links recebidos por SMS, WhatsApp ou outros aplicativos.
