sábado,
29 de novembro de 2025

Movimento pressiona Alcolumbre para aprovação do aumento da isenção do IR

Movimentos populares entregam mais de 2 milhões de assinaturas no Senado pela isenção de Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil e pelo fim da escala 6×1

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A cobrança do Imposto de Renda voltou com força à pauta política de Brasília. Nesta terça-feira (4), representantes de movimentos populares se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para reforçar a pressão pela isenção do imposto para quem recebe até R$ 5 mil.

A mobilização não foi pequena: mais de 2 milhões de assinaturas foram entregues no encontro e vieram do Plebiscito Popular 2025 – Por um Brasil Mais Justo e Soberano, realizado em outubro em todo o país.

Cobrança sobre Alcolumbre e expectativa de mudança em 2026

Segundo os organizadores, o objetivo agora é transformar essa mobilização em resultado concreto. A cobrança é para que o Congresso aprove a taxação dos super-ricos e garanta a isenção do Imposto de Renda já a partir de 2026.

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A pauta também inclui o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem corte de salário.

O que dizem os representantes dos movimentos

Igor Felippe, da coordenação nacional do Plebiscito Popular, destacou que o diálogo com parlamentares passa para uma nova fase.

  • Articulação no Congresso pela taxação dos mais ricos
  • Aprovação da isenção do Imposto de Renda
  • Fim da escala 6×1 com mesma remuneração

Ele afirmou que quem assinou a proposta “espera que o projeto seja aprovado com caráter terminativo e siga para promulgação do presidente Lula o mais rápido possível”.

O presidente do PT, Edinho Silva, participou da reunião e afirmou que a aprovação da isenção no Senado seria “uma grande vitória”.

Pauta trabalhista e resistência na Câmara 

A discussão sobre a jornada de trabalho também foi destaque no encontro. Para Alana Alves, do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), apesar de haver abertura ao debate, a tramitação é lenta.

O VAT tem produzido pesquisas para oferecer dados sobre as condições atuais de trabalho e auxiliar na formulação do projeto.

Possível reunião com Lula

O movimento cobra que o governo federal participe diretamente da negociação. As falas recentes do ministro Guilherme Boulos, durante sua posse na Secretaria-Geral da Presidência, foram citadas como sinal positivo:

“Mas se defendem o povo, por que não vêm junto com a gente para acabar com a escala 6×1 para milhões de trabalhadores brasileiros?”

Com esse incentivo, o VAT solicita uma reunião com o presidente da República para apresentar seus argumentos.

Quem participação do encontro

Além de PT, MST e VAT, o encontro reuniu:

  • União Nacional dos Estudantes (UNE)
  • Central de Trabalhadores do Brasil (CTB)
  • Central Única dos Trabalhadores (CUT)
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)
  • Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)

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Aécio de Paula
Aécio de Paula
Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e pós-graduado em Direitos Humanos pela mesma instituição. Atua na produção, edição e apuração de conteúdos sobre política, economia, sociedade e cultura, com experiência em redações e portais de notícia.

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