Sábado, 19 de setembro de 2026

Decisão do STJ garante aposentadoria especial para autônomos

Com essa decisão, este grupo passa a ter reconhecido um direito que, na prática, sempre lhes pertenceu

Ana Lima
Escrito porAna Lima
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2 min de leitura373 palavras
Decisão do STJ garante aposentadoria especial para autônomos

Uma decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça (STJ) promete corrigir uma injustiça histórica no sistema previdenciário brasileiro. Abrindo novas e animadoras perspectivas para milhares de trabalhadores autônomos.

A corte reconheceu o direito de profissionais como mecânicos, cabeleireiros e técnicos – que trabalham por conta própria – à chamada Aposentadoria Especial, benefício historicamente negado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A Aposentadoria Especial permite que trabalhadores se aposentem mais cedo devido à exposição contínua a agentes insalubres ou perigosos. Contudo, durante anos, o INSS barrou os pedidos de autônomos para períodos trabalhados após abril de 1995.

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O argumento recorrente era a falta de vínculo empregatício e a dificuldade em comprovar os riscos ocupacionais, além da suposta ausência de contribuição específica.

Essa barreira institucional foi superada com o julgamento do Tema Repetitivo 1.291. O STJ, em sua decisão, afirmou que a legislação previdenciária nunca excluiu expressamente os contribuintes individuais desse benefício.

O que havia, segundo a corte, era um erro de interpretação do INSS, que baseava suas negativas em decretos regulamentares, regras inferiores à lei.

Direito reconhecido

O Tribunal foi enfático ao declarar que os autônomos podem, sim, comprovar a exposição a agentes nocivos por meio de laudos técnicos, perícias e outros documentos válidos, mesmo sem um contrato de trabalho formal.

O argumento do custeio, frequentemente usado pelo INSS, também foi rebatido pelo STJ, que o considerou inconsistente com o princípio da solidariedade que rege o sistema previdenciário – onde a contribuição de todos sustenta os benefícios coletivamente.

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A decisão representa um avanço significativo na segurança social, garantindo um sustento mais digno e justo para quem dedicou anos à profissão em condições adversas.

Com o novo entendimento, um direito que na prática sempre existiu para o autônomo passa, finalmente, a ser reconhecido pelo Judiciário e, por consequência, pelo INSS.

Conclusão

Após a decisão, os autônomos têm o direito à Aposentadoria Especial reconhecido pelo STJ.

Por que eram negados? INSS alegava falta de vínculo empregatício e dificuldade de comprovação de insalubridade.

Para comprovar é preciso apresentar laudos técnicos, perícias e outros documentos que atestem a exposição a agentes nocivos.

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Essa decisão corrige uma injustiça histórica e oferece a milhares de profissionais a chance de se aposentarem mais cedo com o tempo de contribuição especial.

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