Sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Teletrabalho: veja o que muda após aprovação de nova MP

Nova MP aponta para novas regras trabalhistas para os indivíduos que atuam no sistema de teletrabalho neste momento

Aécio de Paula
Escrito porAécio de Paula
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Teletrabalho: veja o que muda após aprovação de nova MP

Na última quarta-feira (3), o Senado Federal aprovou a Medida Provisória (MP) que aplica novas regras trabalhistas para o sistema de teletrabalho. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e agora segue para sanção presidencial. O documento aponta para mudanças nos direitos dos trabalhadores nesse sentido.

O texto define oficialmente o teletrabalho ou trabalho remoto como a prestação se serviços fora das dependências do empregador. O documento deixa claro que essa regra vale até mesmo para os casos em que o empregado precise realizar algumas visitas pessoais presenciais na sede da empresa em que trabalha.

A MP também define que o empregador pode contratar um empregado em sistema de teletrabalho, para regime de produção. Neste caso, o chefe não precisa controlar o número de horas trabalhadas pelo seu funcionário, já que o objetivo é entregar determinado serviço. De todo modo, é preciso respeitar os limites de folga.

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Com as mudanças, a lei também assegura que “o uso de infraestrutura e ferramentas digitais pelo empregado fora da jornada não constitui tempo à disposição, regime de prontidão ou de sobreaviso, exceto se houver acordo”. Como dito, as alterações ainda precisam passar pelo crivo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em resumo, o texto da MP regulamenta a questão do modelo híbrido de trabalho. Trata-se daquele sistema em que o cidadão precisa trabalhar parte do tempo em casa e outra parte na sede da empresa. O fenômeno começou a se tornar mais comum em 2020, por causa da pandemia do coronavírus no Brasil.

Teletrabalho no Brasil

Oficialmente, as leis trabalhistas brasileiras já apontam para regras relacionadas ao teletrabalho. Entretanto, o conjunto de normas não é novo, e ainda não leva em consideração pontos importantes como o uso de novas tecnologias, por exemplo.

A aprovação da MP nesta semana aponta para uma atualização das regras para os tempos atuais. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que 1 em cada 10 trabalhadores brasileiros atuaram em home office de alguma forma de 2020 até aqui.

Em entrevista, o Ministro do Supremo Tribunal do Trabalho (TST), Agra Belmonte, chegou a criticar a falta de modernização das leis. Ele disse que as normas antigas favorecem os empregadores e prejudicam os empregados.

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O relator da proposta no Senado Federal foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele disse que a aprovação das novas regras é importante para que as empresas e os trabalhadores sigam regras baseadas em um contexto mais atual.

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